Ação apura organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro; investigação mira emendas parlamentares de Josimar Maranhãozinho, mas deputado não é alvo dos mandados.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos, lavar dinheiro, ocultar ativos e cometer crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal — três em São Luís e seis em municípios do interior do estado.
A investigação foi conduzida pela PF com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que realizaram análises técnicas ao longo do inquérito.
Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados, bem como a proibição de que as empresas apontadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.
Segundo a PF, os elementos reunidos na investigação apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados a obras de infraestrutura em municípios maranhenses. As emendas sob suspeita são de autoria do deputado federal Josimar Maranhãozinho, que não é alvo da operação, segundo a PF.
A investigação também apura indícios de uso irregular de recursos de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas — vinculadas por lei ao financiamento da educação pública.
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A reportagem deixa o espaço para que assessoria do deputado Josimar Maranhãozinho se manifeste caso queira e atualizará o texto assim que houver resposta.











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