Arguição de suspeição foi rejeitada em 28 de julho, durante o recesso do STF; Moraes ainda analisa outro pedido de Cutrim, um habeas corpus contra prisão domiciliar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes já havia negado, no final de julho, um pedido do ex-secretário estadual do Maranhão Raimundo Cutrim para que o ministro Flávio Dino fosse declarado suspeito em relação a ele — antes de determinar, nesta semana, um mandado de busca contra Cutrim, apontado como fonte de reportagens sobre Dino.
A arguição de suspeição contra Dino foi apresentada por uma advogada em nome de Cutrim no final de julho e tramita em segredo de Justiça no STF. O pedido veio depois de Dino ter afastado Cutrim da Secretaria de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão, em 20 de julho, e determinado sua prisão domiciliar em investigação por coação e obstrução de Justiça.
A análise do pedido coube a Alexandre de Moraes, então vice-presidente do STF, responsável pelo plantão da Corte entre 17 e 31 de julho, durante a ausência do presidente Edson Fachin. Moraes rejeitou a solicitação em 28 de julho. A defesa de Cutrim apresentou recurso contra a decisão, que ainda não tem data para julgamento.
Moraes também tem em mãos outro pedido de Cutrim, este ainda pendente de decisão: um habeas corpus que pede a revogação da prisão domiciliar. A ação também corre em segredo de Justiça.
Na terça-feira (11), Moraes determinou busca contra Raimundo Cutrim depois que investigações apontaram que ele foi a fonte do jornalista Luís Pablo, do Blog do Luís Pablo, em reportagens sobre suposto uso irregular de carros oficiais por familiares de Flávio Dino no Maranhão. A Polícia Federal chegou a Cutrim a partir do acesso a dados de um notebook do jornalista, apreendido em março.










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